Posts filed under ‘Personalidades’

João Queiroz e Melo

João Queiroz e Melo, médico cardiologista, pioneiro dos transplantes de coração em Portugal, nasceu em Tomar em 1945, tendo ingressado no curso de Medicina da Universidade de Lisboa (1968), optando pela especialidade de Cirurgia Geral nos Hospitais Civis de Lisboa e de Bissau, que concluiu em 1974.

Prosseguindo os estudos, fez a especialidade de Cirurgia Cardiotorácica, no Hospital de Santa Marta (1979), tendo entretanto exercido também em Londres (Reino Unido) e Portland e Boston (EUA). Doutorou-se em 1992, pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, com a tese Aloenxertos Valvulares.

No ano de 1979, ajudou à criação e desenvolvimento do Hospital de Santa Cruz, juntamente com os Professores Machado Macedo e Ricardo Seabra Gomes. Em 1986, neste hospital, realizou o primeiro transplante de coração em Portugal, tendo sido, em 1988, condecorado como Grande Oficial da Ordem de Santiago da Espada.

Do seu currículo consta a operação ao coração do antigo Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio.

(ver mais no “Dicionário de Médicos Portugueses” – foto via)

Junho 8, 2011 at 8:47 am Deixe um comentário

Carlos Maria Pereira


Deputado por Tomar, na Assembleia Constituinte de 1911

Maio 28, 2011 at 9:01 am Deixe um comentário

Tamagnini Abreu – Figura da I República

1856 – Nasce, a 13 de maio, em Tomar

1915 – É promovido a general 12 dias antes de Norton de Matos assumir o Ministério da Guerra, sendo convidado por este a comandar a futura Divisão de Instrução que se concentrará em Tancos.

1916 – A Alemanha declara guerra em Portugal.

1917 – É nomeado comandante do Corpo Expedicionário Português; partem para França os primeiros expedicionários.

1918 – A 9 de Abril na Batalha de La Lys, morrem mais de 400 portugueses e cerca de 7 000 são feitos prisioneiros, fragilizando de forma irreversível o CEP, de cujo comando é exonerado. A assinatura do armistício, a 11/11, põe fim à guerra.

1923 – Escreve as suas memórias: Os meus três comandos.

1924 – Morre em Lisboa, a 23 de Novembro

«Homem esguio, ligeiramente curvado, apoiado numa bengala, sempre fardado, ar afável: é esta a imagem que hoje nos chega do general Fernando Tamagnini de Abreu e Silva, comandante do Corpo Expedicionário Português durante um dos períodos mais conturbados da nossa História recente. Mas quem foi o general Tamagnini?

Tamagnini de Abreu foi um militar que, a certa altura, se viu envolvido na política, quando essas se tornaram faces da mesma moeda, durante a I Guerra Mundial. Mas até 1915, o seu percurso foi o de um militar que ascendia de forma tranquila na hierarquia, sempre ligado à arma de Cavalaria, por onde se iniciou aos 17 anos.

Frequentou o Real Colégio Militar, onde desempenhou funções de Regente de Estudos, aí desenvolvendo o gosto pela História de Portugal e o Latim, pouco tempo antes de casar com Maria Isabel de Oliveira Pinto da França, em 1887. Passou também, por períodos intermitentes, pela Guarda Municipal, entre 1880 e 1908, até assumir o comando da 5ª Divisão, em Coimbra, em 1915, ano em que ascendeu ao generalato, como refere Isabel Pestana Marques em Memórias do General, 1915-1919. Os Meus Três Comandos’ de Fernando Tamagnini (Fundação Mariana Seixas, 2004).

Por essa altura, já a normalidade dos dias fora abalada pelo eclodir da Grande Guerra. Tamagnini, recém-designado general, a quem eram elogiadas as qualidades de disciplina e comando militar, acabaria por ser convidado pelo general Norton de Matos – também ele recém-chegado a um novo cargo, o de ministro da Guerra – para comandar a futura Divisão de Instrução de Tancos, em agosto de 1915.

Entretanto, as pressões do governo do Partido Democrático de Afonso Costa fariam com que o País fosse envolvido no turbilhão dos acontecimentos. Para os partidários da guerra, a participação de Portugal no conflito era encarada como uma forma de resolver vários problemas. Por um lado, conferiria credibilidade internacional ao jovem regime republicano, ao mesmo tempo que traria à sociedade portuguesa, fortemente dividida, um motivo de união à volta de um objectivo comum.

De Tancos à Flandres

Depois de Portugal atender ao pedido britânico de requisição dos navios alemães surtos em portos nacionais, a Alemanha declarou guerra ao nosso país, a 9 de março de 1916. Nos meses que se seguiram, entre abril e julho, deu-se o «Milagre de Tancos», assim chamado devido ao curto espaço de tempo em que se concentraram e prepararam cerca de 20 mil homens vindos de vários pontos do País. O obreiro principal desse «milagre» foi o ministro da Guerra, Norton de Matos, que contou com a preciosa ajuda do general Tamagnini.

Antes da concentração em Tancos e durante o período que antecedeu o embarque para a Flandres, Tamagnini foi também incumbido por Norton de Matos de acompanhar os preparativos da concentração pelo País, vigiando as tropas e abafando os vários motins contra a mobilização.

Será, pois, de uma forma quase «natural» que surgirá a sua nomeação para comandante do Corpo Expedicionário Português (CEP) em janeiro de 1917. As primeiras tropas embarcaram rumo à Flandres nos finais desse mês e Tamagnini assumirá o comando a 20 de março, tendo pela frente a árdua tarefa de organizar e comandar cerca de 55 mil homens.

O comando do CEP não seria um período fácil para o general Tamagnini. Às condições adversas em que o exerceu-se juntou-se a noção de que seria imprescindível uma reorganização dessa força militar para continuar no terreno de forma digna. Tentará por isso, por duas vezes, convencer o governo a manter o CEP como força autónoma do Exército inglês – em vão.

Entretanto ocorre, a 9 de abril de 1918, a Batalha de La Lys, que atingirá de forma irreversível as tropas portuguesas na Flandres e desencadeará a polémica em torno do Comando do CEP. A imagem do general fragilizou-se de dia para dia, acabando por ser exonerado pelo Presidente da República Sidónio Pais (líder da revolta militar de 5 de dezembro de 1917), sem nunca receber explicações dessa decisão.

Mostrando a sua essência de militar, acabará por aceitar do mesmo homem que o exonerara a nomeação para (voltar a) comandar a 5.ª Divisão e assim ajudar a conter a ordem pública, numa altura em que a unanimidade inicial à volta de Sidónio Pais se desmoronava.

A seguir ao assassinato do «Presidente-Rei», em dezembro de 1918, seguiu-se um período complicado para Tamagnini, que viu o seu nome envolvido nas guerrilhas de disputa pelo poder. Desiludido e decidido a esclarecer os mal-entendidos entretanto surgidos, elabora um relatório sobre o comando do CEP e afasta-se.

Entre 1919 e 1923, Tamagnini foi agraciado com várias condecorações, portuguesas e estrangeiras, e concentra-se nos trabalhos da Comissão incumbida de rever a legislação relativa a mutilados e estropiados de guerra, a que preside, bem como na Comissão dos Padrões da Grande Guerra. Um esforço que refletia a marca inelutável que a Grande Guerra deixara em si.

Morreu em 1924, não chegando assim a assistir à queda da I República perpetrada pelo golpe militar de 1926. Mas os últimos anos de vida permitiram-lhe, por certo, constatar a crescente fragilização de um regime que depois da Guerra nunca mais se recomporá.»

Elsa Santos Alípio, “Visão História – 41 Grandes Figuras da I República”, nº 10, Setembro 2010, pp. 72 e 73

Outubro 5, 2010 at 9:11 am Deixe um comentário

Câmara de Tomar reedita “Notícia Biográfica de D. Angela Tamagnini d'Abreu”

Há nomes que passamos uma vida inteira a repetir, enquadrados que estão na toponímia dos lugares que habitamos, sem que cheguemos a perceber em concreto a quem pertenciam e o que os imortalizou. Ângela Tamagnini é seguramente um deles para grande parte dos tomarenses de hoje, que a situam, como avenida, entre a Norton de Matos e a rotunda do Bonjardim.

Por isso mesmo há livros que, escapando às modas, trazendo-nos informações aparentemente singelas nos transmitem dados fundamentais para compreendermos quem somos e onde vivemos.

É esse o caso da “Notícia Biográfica de D. Angela Tamagnini d’Abreu”, obra de A. M. Lopes de Carvalho, publicada em 1906 e agora reeditada pela Câmara Municipal de Tomar, acrescida de um “Enquadramento histórico da obra” da autoria de Luís Maria Pedrosa dos Santos Graça.

O livro vai ser lançado no próximo sábado, dia 17 de Janeiro, pelas 16 horas, na Casa dos Cubos e mais que a história de uma família, servirá para acrescentar algumas achegas à História de Tomar.

(Rádio Cidade de Tomar)

Janeiro 16, 2009 at 8:20 am Deixe um comentário

JOÃO MOTA

A propósito do Dia Mundial do Teatro, o actor, pedagogo e encenador João Mota – natural de Tomar (22.10.1942), com uma carreira artística de 50 anos! – foi ontem homenageado pela Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa (escola em que foi professor durante 30 anos, de 1972 a 2002), estando também patente uma exposição de fotografia, alusiva aos momentos mais significativos da sua carreira (exposição itinerante, devendo passar para a Comuna a partir de 1 de Maio).

Tendo começado por fazer teatro em programas infantis da Emissora Nacional, iniciou efectivamente a sua carreira de actor em 1957, na peça de teatro “Mar”, de Miguel Torga, na RTP, integrando também o elenco do Teatro Nacional, onde contracenou com Palmira Bastos e Amélia Rey Colaço.

Participou também em alguns filmes nos anos 60 e 70, dedicando-se então ao teatro. Depois de uma estadia em Paris, criou (em 1971) o Teatro Laboratório de Lisboa -“Os Bonecreiros” (juntamente com Glicínia Quartim, Mário Jacques e Fernanda Alves), orientado para espectáculos para a juventude, estreando-se então como encenador; fundando em 1972 a Comuna – Teatro de Pesquisa (com Manuela de Freitas, Carlos Paulo, Melim Teixeira e Francisco Pestana), companhia independente de teatro de que é Director.

Em paralelo, João Mota deu corpo a outro projecto, que mantém, a “Casa da Criança”, visando apoiar crianças de zonas socialmente desfavorecidas.

Em Tomar, a Associação de Cultura Canto Firme distinguiu também João Mota, atribuindo-lhe recentemente o nome de uma sala na sua sede, apropriadamente ocupada pela “oficina de teatro”.

Março 28, 2007 at 8:00 am Deixe um comentário

LOPES-GRAÇA – CD’S, “SITE” E “WEB RADIO”

Ainda no âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Fernando Lopes-Graça, a Antena 2 lançou uma caixa com 10 CD’s com peças do compositor, extraídas do arquivo da RDP, compreendendo ainda um documentário de António Cartaxo e uma entrevista radiofónica realizada por Igrejas Caeiro em 1957.

Entretanto, o Ministério da Cultura criou também um site, com uma “web radio“, em que é possível ouvir obras de Lopes-Graça.

Dezembro 22, 2006 at 9:02 am Deixe um comentário

FERNANDO LOPES-GRAÇA – 100 ANOS

Fernando Lopes-GraçaNo dia em que se comemora o centenário do nascimento de Fernando Lopes-Graça, é hoje inaugurado em Tomar o monumento evocativo do que foi um dos nomes maiores da cultura portuguesa do século XX, um “Grande Português“.

O programa de comemorações do dia de hoje compreende, entre outras, os seguintes eventos:

– Pelas 15h30, no antigo Cine-Esplanada, junto ao Estádio Municipal, inauguração do monumento a Fernando Lopes-Graça e ao seu amigo Fernando de Araújo Ferreira (“Nini Ferreira” – outra figura de relevo tomarense).

– A partir das 17 horas, no Cine-Teatro Paraíso, inauguração de uma exposição de trabalhos escolares, a pretexto da digressão pelas escolas do 1.º ciclo do ensino básico da exposição “De pequenino se fala do Graça”.

– De seguida, apresentação e lançamento de várias obras: (i) “A construção de uma identidade – Tomar na vida e obra de Lopes-Graça”, de António Sousa; (ii) reedição de uma das mais procuradas obras de Lopes-Graça, “Reflexões sobre a música”; (iii) “Fernando Lopes-Graça”, de Ricardo Cabrita, banda desenhada, cujo lançamento em livro deverá ocorrer a 1 de Março; (iv) partitura “Tomar”, com poemas de Nini Ferreira, musicados pelo compositor, lançada pela Canto Firme.

– A partir das 21h30, também no Cine-Teatro, decorre um grande concerto comemorativo, o “Concerto do Centenário”, com o pianista Miguel Henriques e a Orquestra Clássica de Espinho, com destaque para a primeira audição do “Concerto para Piano e Orquestra n.º 2” de Fernando Lopes-Graça.

As comemorações do centenário de Lopes-Graça prolongar-se-ão com o “Prémio Lopes-Graça de Composição” (concurso aberto a obras para quatro vozes mistas sobre texto ou canção popular portuguesa, que deverão ser entregues até dia 2 de Janeiro de 2007), o qual será anunciado a 1 de Março e atribuído na Festa dos Tabuleiros, em Julho de 2007.

Prosseguirão ainda as obras de recuperação da casa onde nasceu o compositor, na qual será criada a “Casa Memória”.

Dezembro 17, 2006 at 9:32 am Deixe um comentário

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