Posts filed under ‘Personalidades’

SELO DE FERNANDO LOPES-GRAÇA

Foi lançada na passada semana pelos CTT – Correios de Portugal uma emissão comemorativa de selos, evocando o centenário do nascimento de alguns “vultos da história da cultura portuguesa”, compreendendo 5 selos, com o valor facial de 1 euro, referentes a: Fernando Lopes-Graça, Rómulo de Carvalho, Agostinho da Silva, Humberto Delgado e Thomás José de Mello (Tom).

Maio 24, 2006 at 8:47 am 1 comentário

MARIA DO CÉU ELIAS

Maria do Céu Simões, de 66 anos – mais conhecida como Céu Elias – é a cozinheira do famoso restaurante tomarense “Chico Elias”, recentemente distinguida como integrando a relação dos 10 melhores cozinheiros em Portugal, pela revista “24 Horas”.

O júri do concurso, constituído por David Lopes Ramos, Filipa Vacondeus, Francisco José Viegas, Helena Sacadura Cabral, José Nogueira Gil e Manuel Luís Goucha, estabeleceu o seguinte posicionamento:

1º Miguel Castro e Silva (Bull & Bear – Porto)
2º Alice Marto (Tia Alice – Fátima)
3º Vítor Sobral (Terreiro do Paço – Lisboa)
4º Aimé Barroyer (Pestana Palace – Lisboa)
5º Júlia Vinagre (Bolota Castanha – Terrugem)
6º Fausto Airoldi (Bica do Sapato – Lisboa)
7º Augusto Gemelli (A Galeria Gemelli – Lisboa)
8º Francisco Meirelles (Sessenta Setenta – Porto)
9º Maria do Céu Elias (Chico Elias – Tomar)
10º Pedro Nunes (S. Gião – Moreira de Cónegos)

Julho 22, 2005 at 8:57 am Deixe um comentário

JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

José-Augusto França nasceu em Tomar em Novembro de 1922. Fez estudos em Lisboa e em Paris, em cuja universidade se doutorou em História e em Letras e onde foi professor Associado.

É catedrático jubilado (de História da Arte) da Universidade Nova de Lisboa. Foi presidente da Academia Nacional de Belas-Artes e do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa.

Presidente de honra da Association Internacionale des Critiques d’Art, vice-presidente da Académie Européenne, membro honorário do Comité Internacional d’Histoire de l’Art e membro correspondente da Academia de Ciências de Lisboa.

Dirigiu o Centro Cultural de Paris da Fundação C. Gulbenkian e a revista Colóquio/Artes desta instituição.

Em 1992 recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública e a Medalha de Honra da Cidade de Lisboa.

Desde 1949 publicou numerosas obras em Portugal e em França: Lisboa Pombalina, O Romantismo em Portugal, Os Anos 20 em Portugal, A Arte em Portugal no Século XIX, A Arte em Portugal no Século XX, História da Arte Ocidental, 1780-1980, entre outros.

Julho 8, 2005 at 8:56 am Deixe um comentário

INÊS PEDROSA

Há cerca de um ano (já!?…), aqui escrevi uma breve nota sobre a escritora Inês Pedrosa.

Transcrevo hoje o inspirado comentário de um visitante deste “blogue”:

“INÊS PEDROSA

Fazem-me falta os teus escritos assim que os leio. Essa força das palavras é prodigiosa, consegues despoletar em mim novas sensações, cumplicidades de inquietação e o desejo perdido de me encontrar cada vez mais, no teu encontro literário e na desarrumação das gavetas cheias de palavras. Inês Pedrosa! A realidade é a força, derruba as convenções e invade os espaços individuais. Desta vez invadiste o meu… reconheço-te como uma grande escritora, porque as palavras ardem num diálogo póstumo, sem fronteiras.

A fronteira do pensamento é a morte, tu és imortal! Derrubas todos os muros, os muros da existência e numa folha escreves o meu desassossego, talvez o teu e tantos outros desta existência.

Neste local transitório, Inês, levo-te o conceito e a linguagem, ainda que nesta apatia me redima aos espelhos da resistência, num gesto apaziguador. Este é o meu nome, o consumo da realidade, em posteriores desejos, ainda que em dúvida permanente… assim, nesta simples homenagem de condição de génio que és, curvo-me para que todas as letras possam passar! Desculpa dizer-te isto, mas é urgente. Não me perguntes o porquê, apenas o estranho assiste a este desfile de partilhar contigo o que sinto, as minhas palavras.

No fogo da leitura, leio os teus escritos, estes e aqueles e digo: Falta me fazes! Que bom ler e reflectir sobre aquilo que escreves. Não entenderás, mas também não é para entender… gosto da tua escrita e nisto de dizer, diz-se… tu também dizes e continuarás a dizer nisso que escreves, nos teus romances, nesses e noutros escritos… as tuas crónicas. Parabéns! O teu rosto evoca outro sentido, entre tantos sentidos… Não é preciso agradecer, mas gosto das tuas conversas, do teu espírito filosófico que mais ninguém tem, entenda-se que és única, nisso que te faz ser o que aquilo que és.
Entre dedos surgem outros dedos, a cumplicidade literária, o imperdoável onde se naufraga numa intimidade furtada, num incêndio sem lugar, mas de todos os lugares.

Não posso mentir-te, desculpa dizer-te, ainda que não gostes, és uma grande escritora, do tamanho que tens, esse mesmo, tu és o padrão daquilo que és, cheia de atmosferas de todos os tempos… nesta infinidade de emoções que consegues fazer emergir e que guardas em ti, enquanto atenta observadora da sociedade. Inês, são os teus esporos…! Guardo o teu livro, na alma e advoga o Sol em minha protecção, com a promessa e o reflexo da duração que o teu nome concebeu, desde aquele dia.”

Jorge Ferro Rosa

Junho 9, 2005 at 10:15 am Deixe um comentário

MEMÓRIAS DE FERNANDO TAMAGNINI

Foi recentemente apresentado na Biblioteca Municipal de Tomar o livro “Memórias do General – Os Meus Três Comandos, de Fernando Tamagnini”, fruto de estudo desenvolvido pela historiadora Isabel Pestana Marques, abordando a participação portuguesa na I Guerra Mundial (1914-1918), assim como as revoltas monárquicas durante a Primeira República.

O General Fernando Tamagnini de Abreu e Silva nasceu em Tomar, tendo comandado o Corpo Expedicionário Português na I Guerra Mundial; escreveu em 1924, o texto “Os Meus Três Comandos”, o qual, contudo, permaneceria inédito ao longo dos últimos 80 anos.

Fevereiro 11, 2005 at 8:52 am 2 comentários

FERNANDO LOPES GRAÇA

Passam hoje 10 anos sobre o desaparecimento do compositor de música clássica Fernando Lopes Graça, um dos mais ilustres tomarenses.

A cerimónia evocativa, a decorrer hoje em Matosinhos, será presidida pelo Presidente da República, Jorge Sampaio; António Rosado tocará algumas sonatas do autor.

A data é ainda assinalada com a edição de um álbum duplo, integrando todas as sonatas para piano compostas por Fernando Lopes Graça, interpretadas por António Rosado, incluindo também um texto introdutório de um seu aluno, Sérgio Azevedo.

A propósito da vida de Fernando Lopes Graça, vidé os textos aqui editados no final de Março e início de Abril.

Outra sugestão de leitura, em que se refere também a intervenção social e política de Lopes Graça (nomeadamente a propósito da sua participação na revista “Ler”) é o texto de Pacheco Pereira no seu “blogue” Estudos sobre o comunismo.

Novembro 27, 2004 at 8:37 am Deixe um comentário

INÊS PEDROSA

Jornalista e escritora, nascida em Coimbra, mas tomarense (segundo a própria, não nasceu em Tomar apenas porque não existia na cidade, em 1962, uma maternidade… 40 anos depois, a situação mantém-se!…).

Em entrevista ao “Jornal de Letras”, faz uma breve resenha da sua vida.

A partir de 1980, frequentou a licenciatura de Comunicação Social da Universidade Nova de Lisboa.

No início de 1983, seria admitida em “O Jornal”, onde realça o acompanhamento do “mestre” Fernando Dacosta. No ano seguinte, seria convidada por Mega Ferreira para redactora do “Jornal de Letras”, então dirigido por José Carlos de Vasconcelos.

Passaria depois por “O Independente” e pelo “Expresso”, sendo também Directora da revista “Marie Claire” (entre 1993 e 1996), colaborando também na revista “Ler”; teria ainda algumas experiências na Rádio e na Televisão.

Paralelamente, iniciou uma carreira como escritora, tendo publicado os seguintes livros: “Mais Ninguém Tem” (1991), a que se seguiram os primeiros romances: “A Instrução dos Amantes” (1992), em que aborda a fase da adolescência, e “Nas Tuas Mãos” (1997). Publicou ainda “Fotobiografia de José Cardoso Pires”, “20 Mulheres para o Século XX” (2000) e “Poemas de Amor” (antologia de poesia portuguesa – 2001) e, mais recentemente (2002), “Fazes-me Falta”.

Julho 16, 2004 at 8:06 am 13 comentários

JÁCOME RATTON (V)

No parágrafo 45 das suas memórias, Jácome Ratton escreveu sobre a importância do reinado de D. José, e do governo do marquês de Pombal, para o estabelecimento das várias manufacturas existentes na época:

“§ 45. Meios gerais empregados no Governo do Senhor Rei D. José para promover a introdução das Artes fabril em Portugal, e seus bons efeitos.

Os grandes subsídios dados pelo Governo, para a introdução das artes fabris em Portugal, a isenção de direitos sobre as matérias primas vindas de fora, assim como também aqueles de exportação sobre tais Manufacturas, e suas entradas francas nos Domínios do Ultramar, a introdução proibida no Reino de correspondentes manufacturas estrangeiras, e a rigorosa observância das leis repressivas do contrabando têm sido os princípios políticos a que se deveu a diversidade, e multiplicidade de estabelecimentos úteis; por efeito dos quais ficaram no país enormes somas, que antes passavam a nações estrangeiras, com gravíssimo prejuízo de Portugal, de cujas somas se poderá formar juízo comparando a balança do comércio de uns anos com outros, cuja balança se principiou a formar no Reinado da Rainha N. S. Que Deus Guarda à custa do Cofre da Real Junta do Comércio, que seria de muita utilidade publicar-se pela imprensa, para ilustração da parte pensante e instruída da nação principalmente para aqueles que influem no Governo poderem descobrir em um golpe de vista objectos de tanta importância; e até calcular os desastrosos efeitos que poderá produzir o tratado de comércio de Fevereiro de 1810, se se não tomarem em séria consideração, quanto antes, para se lhes obstar por todos os meios possíveis.

O tratado feito por Methuen, e Roque Monteiro Paim, ainda que arruinou muitas artes fabris, que havia no Reino, principalmente aquelas de lanifícios, cujas manufacturas estrangeiras não eram admitidas antes deste tratado, que teve por objecto a admissão dos panos ingleses, em compensação dos vinhos de Portugal pagarem de entrada em Inglaterra uma terça parte menos do que aqueles de França, e isto sem especificar a proporção de direitos de entrada dos ditos lanifícios, nem de outro género algum, tem sido modificado pelo Governo regenerador do Sr. Rei D. José.”

Julho 2, 2004 at 8:10 am Deixe um comentário

JÁCOME RATTON (IV)

Escreveria no exílio (em 1813) o que se tornaria uma das principais fontes documentais sobre a história económico-social de Portugal na Segunda metade do séc. XVIII: “Recordacoens de Jacome Ratton, fidalgo cavalleiro da Caza Real, cavalleiro da ordem de Christo, ex-negociante da praça de Lisboa, e deputado do tribunal supremo da Real Junta do Commercio, Agricultura, Fabricas e Navegação. Sobre occurrencias do seu tempo, em Portugal, durante o lapso de sessenta e tres annos e meio, aliás de maio de 1747 a setembro de 1810, que rezidio em Lisboa: acompanhadas de algumas subsequentes reflexoens suas, para informaçoens de seus proprios filhos. Com documentos no fim. Londres. Impresso por H. Bryer, Bridge Street, Blackfriars, 1813”.

Ainda em 1816, publicaria no “Investigador portuguez” um artigo “Pensamentos patrioticos. Imperio luso”.

Industrial e negociante da praça de Lisboa; deputado do tribunal supremo da Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação; fidalgo cavaleiro da Casa Real e cavaleiro da ordem de Cristo, Jácome Ratton terminaria a vida em Lisboa cerca de 1821 ou 1822.

Em 1884, seria fundada em Tomar a Escola Jácome Ratton, a qual passaria a designar-se, em 1925, “Escola Industrial e Comercial de Jácome Ratton” (funcionando na Av. Cândido Madureira, actuais instalações do Instituto Politécnico de Tomar); em 1958, passaria para as actuais instalações na Av. Maria II.

Em 1979, adoptaria a actual denominação de “Escola Secundária Jácome Ratton”, tendo comemorado, no passado dia 17 de Maio, 120 anos.

Dispõe actualmente de 850 alunos, com cursos gerais vocacionados para a continuação dos estudos, mas também cursos tecnológicos, orientados para a integração na vida activa.

Julho 1, 2004 at 8:07 am Deixe um comentário

JÁCOME RATTON (III)

A Fábrica de Fiação de Tomar seria, ao longo de cerca de 2 séculos, uma das principais âncoras da cidade, dando emprego a famílias inteiras, assumindo um papel decisivo na economia local.

Após longo período de “agonia”, de mais de duas décadas, a Fábrica entraria em processo de falência.

Em 1802, devido ao valioso contributo prestado à Indústria Nacional, Jácome Ratton recebe o foro de Fidalgo da Casa Real, após ter sido já distinguido com a designação de Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Porém, na sequência da invasão francesa de 1807, por Junot, o facto de ser de origem francesa e as suas ideias progressistas levaram a que fosse indiciado de tendências jacobinas, sendo acusado de colaboracionista, vindo a ser uma das vítimas da “Setembrizada”; em 1810, já entretanto demitido do cargo de deputado da Junta do Comércio, seria, na noite de 10 para 11 de Setembro, preso na Torre de S. Julião, e transportado para a ilha Terceira, vindo a conseguir exilar-se voluntariamente em Inglaterra, de onde regressaria apenas em 1816.

Junho 30, 2004 at 8:00 am Deixe um comentário

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