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“Mendes Godinho, um incontornável património de Tomar”

No decurso do mês de Agosto, o Dr. Mário Beja Santos (cuja carreira profissional foi orientada sobretudo para a política dos consumidores, com dezenas de títulos publicados, tendo sido, durante décadas, autor e apresentador de programas sobre a temática da defesa do consumidor, na rádio e televisão) procedeu a uma análise do livro  de que sou autor, MENDES GODINHO – Uma História de Empreendimento Familiar. com quatro textos publicados no jornal “O Templário”, que poderão ser consultados clicando em cada uma das imagens abaixo.

Aqui expresso o meu agradecimento ao Dr. Beja Santos pelo interesse e pela generosidade com que escreveu sobre aquele meu trabalho.

Templario-09-08-2018-MGTemplario-16-08-2018-MG
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Agosto 31, 2018 at 3:52 pm Deixe um comentário

“Record” de temperatura em Tomar (45,4º)

As temperaturas estavam às 17h00 deste sábado acima dos 45 graus em 16 das 96 estações de medição de Portugal continental, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que aponta novos máximos históricos em 26 locais. Estes dados representam mais 14 estações acima dos 45 graus em relação a sexta-feira, referiu o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em comunicado.

A temperatura mais elevada registada até às 17h00 foi 46,8 graus, em Alvega, a que se seguiram: Santarém/F. Boa (46,3°), Alcácer do Sal (46,2°), Coruche e Alvalade do Sado (46,1°), Pegões (46,0º), Neves Corvo (45,8°), Setúbal (45,5°), Évora e Tomar (45,4°), Reguengos e Amareleja (45,3°), Avis, Viana do Alentejo e Portel (45,2°) e Mora (45,1°). […]

Alcácer do Sal (46,2 graus), Alcobaça (42,8º), Alcoutim (44,7º), Alvalade do Sado (46,1º), Alvega (46,8º), Ansião (43,4º), Avis/Benavila (45,2º), Coimbra (41,3º), Coruche (46,1º), Estremoz (44,6º), Évora (45,4º), Figueira da Foz (40,8º), Lisboa/Tapada (44º), Lisboa/Príncipe Real (43,3º) e Lisboa/Gago Coutinho (44º) atingiram hoje os seus máximos históricos. […]

Também Mora (45,1º), Neves Corvo (45,8º), Pegões (46º), Portalegre (41,9º), Rio Maior (44,9º), Sagres (40,4º), Santarém/F. Boa (46,3º), Setúbal (45,5º), Tomar (45,4º), Torres Vedras (44,8º) e a Zambujeira (42,8º) alcançaram hoje temperaturas sem precedentes.

(Expresso)

Agosto 4, 2018 at 11:45 pm Deixe um comentário

Luís Filipe Boavida (1961-2018)

Faleceu esta tarde, em Tomar, o Dr. Luís Filipe Boavida, de 56 anos de idade, vítima de doença oncológica, que se manifestou há precisamente onze meses.

Foi Presidente da Direcção do União de Tomar, nos anos de 1993 a 1995, tendo sido, com apenas 31 anos de idade, o mais jovem Presidente da história do clube. Antes, já em 1990, fora também Director do “Jornal União de Tomar”, de que foi grande impulsionador. Foi também fundador do jornal desportivo “O Remate”.

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Caracterizado por um espírito de forte dinamismo, integrou diversas associações, tendo sido também um dos fundadores da Escola de Futebol de Tomar. Recentemente, fez ainda parte da Direcção do Sporting de Tomar. Era, igualmente, vice-presidente da Associação de Futebol de Santarém.

Foi também dirigente do CIRE (Centro de Integração e Reabilitação de Tomar), da Misericórdia de Tomar, do Lar de S. José e da Associação dos Antigos Alunos do Liceu de Tomar.

Durante mais de duas décadas foi Director Financeiro na Câmara Municipal de Tomar; quando, há menos de um ano, foi surpreendido pela terrível doença, era candidato à presidência do município, candidatura de que se viu então forçado a abdicar.

Criou, a 21 de Outubro de 2017, a Associação Luís Boavida, tendo por missão a protecção das pessoas mais desfavorecidas, com ênfase nas áreas da saúde, ensino e educação, na acção social e no desporto.

Para além do plano institucional, a nível pessoal, Luís Boavida fez o favor de me ter também por seu amigo. O seu carácter empreendedor manifestou-se igualmente na forma entusiasta como colaborou nos projectos dos livros do centenário do União de Tomar e do Sporting de Tomar, e, muito especialmente, do livro sobre a Matrena; foi a ele e ao seu (e também meu) grande amigo Carlos Piedade Silva, que me dirigi, quando tomei a iniciativa de avançar com esta ideia, e de ambos recebi uma colaboração incondicional, estabelecendo contactos, acompanhando-me nas visitas que possibilitaram que a ideia se tivesse concretizado e materializado.

Não esqueço o crucial apoio que me prestou na ocasião da edição daqueles três livros, de que lhe fico reconhecido e muito grato.

Há um mês tentei ainda contactar com Luís Boavida, para expressar a forma como, repetidamente, me lembrava e pensava nele, e, de forma algo “egoísta”, para o convidar para a apresentação do livro sobre a Mendes Godinho. Infelizmente, não seria já possível dar-lhe pessoalmente o abraço de força e coragem que gostaria de lhe ter dado.

Aqui expresso as minhas sentidas condolências à família e amigos de Luís Filipe Boavida. Nesta hora de imensa tristeza, envio o meu abraço solidário.

Maio 27, 2018 at 11:01 pm Deixe um comentário

Comemorações do Centenário da Mendes Godinho fecham com chave de ouro

Mendes Godinho - Apresentação livro

(“O Templário”, 17.05.2018 – Clicar na imagem para ver as páginas completas)

Maio 18, 2018 at 10:12 am Deixe um comentário

«História do empreendimento familiar “Mendes Godinho” retratada em livro»

CT - 11-05-2018

(“Cidade de Tomar”, 11.05.2018 – Clicar na imagem para ver a página completa)

Maio 10, 2018 at 9:54 am Deixe um comentário

Mendes Godinho – Apresentação do livro

Mendes Godinho
MG - Marcador livro

MENDES GODINHO – Uma História de Empreendimento Empresarial Familiar

Quando, no final de 2016, a “Associação MG – Memorial Mendes Godinho” me dirigiu o convite para escrever um livro sobre a história da “Mendes Godinho”, sabia que estava a ser colocado perante o que fora um vasto “império empresarial”, com um leque muito diversificado de actividades, de enorme amplitude e abrangência.

Antevia – a traços largos e de contornos naturalmente algo indefinidos –, a dimensão do desafio que me era proposto, um projecto de tal modo aliciante que, rapidamente, isso se sobrepôs à natural dúvida sobre a capacidade de enfrentar, em tempo útil, a magnitude da empreitada que me aguardava. Na verdade, em qualquer circunstância, este era um repto irrecusável.

Mas estava, ainda assim, bem longe de poder abarcar toda a importância de que o “Grupo” se revestiu, ao longo de várias décadas, não só no panorama local e regional, mas, sobretudo, no plano nacional: nos anos 80, a então maior empresa privada de Portugal, em termos de volume de negócios – a TAGOL – era parte integrante do “Grupo Mendes Godinho”!

De imediato, foi desmedido o entusiasmo com que comecei a receber, estudar, compilar, resumir e tratar o manancial de informação e documentação que, quase semanalmente, o Sr. Carlos Mendes Godinho e o Dr. Manuel Mourão me faziam chegar, sempre com novas “descobertas” (e não apenas para mim…), vindas do fundo dos seus “arquivos pessoais”.

A intensa aventura em que tinha embarcado começaria, pouco a pouco, a ganhar forma, numa espécie de trabalho de filigrana, como se tratasse de juntar as peças de um enorme “puzzle”, “pluridimensional”, com a gratificante satisfação de ir, gradualmente, completando cada um dos vários quadros, que resultariam como que na imagem final de um polígono de vários vértices.

Ao longo dos meses seguintes, passei a “conviver” diariamente com figuras de irresistível fascínio, como as do patriarca, Manuel Mendes Godinho, ou do seu neto, grande responsável pela dinamização e desenvolvimento do “Grupo”, Dr. João Mendes Godinho Júnior. Mas, também, paralelamente, com negócios muito variados, como moagens, fornecimento de electricidade, cerâmicas, fábricas de rações, ou de fibras de madeira (“platex”), até à casa bancária.

Via desfilar os vários momentos, desde as origens, à criação, crescimento e apogeu de tal império empresarial, sublimado na visionária iniciativa que resultaria na implantação da TAGOL, em paralelo com a idealização de outro grandioso projecto, o qual, contudo, acabaria por não saír do papel, o da navegabilidade do Tejo.

Ia viajando pelas várias geografias a que se estendia este magno empreendimento: desde os “Lagares d’El Rei” – onde hoje nos encontramos – ao imóvel “Os Cubos”, passando por outros sugestivos nomes como os Vale Florido, Valbom, Nazaré ou Palença, na margem sul do Tejo, junto a Lisboa.

Assim como, por outro lado, “assistia” aos primeiros sintomas de crise, ao início do declínio, que culminaria no desmembramento e fim do “Grupo”.

Indelevelmente associado a esse final “pouco feliz” que se ia anunciando – num processo que se arrastaria ao longo de intermináveis anos –, um brusco momento da nossa história colectiva, com o processo de nacionalizações, em 1975, que me fez então tomar contacto e, de facto, embrenhar-me, minuciosa e detalhadamente, numa imensa panóplia de documentação jurídica, numa quase interminável sucessão de diplomas legais (Leis, Decretos-Leis e Despachos), acórdãos e sentenças judiciais, pareceres e petições de recurso.

Ao mesmo tempo, ficavam bem vincados os esforços que, durante décadas, vários membros da família iam desenvolvendo, em prol dos seus legítimos direitos, numa titânica e desigual luta. Entre a data da estatização da “Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos” e a atribuição da compensação por tal expropriação haveriam de passar mais de trinta anos!

***

Este livro encontra-se estruturado em cinco partes, tratando as seguintes grandes áreas temáticas, também, paralelamente, organizadas em termos cronológicos:

  1. Manuel Mendes Godinho & Filhos;
  2. Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos;
  3. Fábricas Mendes Godinho, S.A.R.L;
  4. TAGOL, Companhia de Oleaginosas do Tejo, S.A.R.L.; e
  5. Nacionalização.

A primeira parte começa por traçar um breve perfil biográfico do fundador, Manuel Mendes Godinho, assim como das origens da sua actividade empresarial, até à constituição da sociedade matriz – a Manuel Mendes Godinho & Filhos –, finalizando com um esboço de “retrato” do principal dinamizador da criação e expansão do “Grupo”, Dr. João Mendes Godinho Júnior.

Na segunda parte, é apresentada a evolução histórica da “Casa Bancária”, sob duas perspectivas: uma de índole académica; outra, de cariz oral, conforme depoimento do Dr. Luís Graça. É também abordada a reestruturação societária, a partir de 1960, na sequência de constrangimentos legais, assim como o projecto de instituição, já em 1974, do “Banco Mendes Godinho”. É ainda complementada com excertos dos Relatórios e contas da sociedade, dando conta da sua evolução, passo a passo, ao longo dos anos.

A parte três é dedicada à empresa Fábricas Mendes Godinho, SARL, criada em 1960, tendo assumido os negócios da área industrial, transferidos da sociedade-mãe. Nela são analisadas as várias indústrias que desenvolveu, desde a fábrica de rações “Sol”, às fábricas de fibras de madeira (duas unidades fabris de “Platex”, a que sucederiam a I.F.M. e Valbopan), assim como a Norema Portuguesa. Compreende ainda um alargado capítulo relativo à indefinição sobre a titularidade de 75% do seu Capital social, na sequência da nacionalização da “Casa Bancária”. Integra igualmente extractos dos Relatórios e contas.

Na parte quatro é detalhadamente abordada a que seria a última e grande “jóia da coroa”, a TAGOL – Companhia de Oleaginosas do Tejo, SARL, desde os estudos prévios, à “descoberta” do local da sua implantação, seus produtos e aspectos técnicos, empresas associadas e tentativa de alienação. Para além de fragmentos dos respectivos Relatórios e contas, aborda-se ainda, brevemente, a “segunda vida” da TAGOL, após a sua integração no perímetro da Sovena.

Por fim, na parte cinco, é apresentado, de forma detalhada, todo o complexo imbróglio associado ao contencioso com o Estado português e com o Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, na sequência da nacionalização da “Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos”. Por razões meramente de índole cronológica, esta última parte, e, consequentemente, o livro, encerra com breves referências à Associação Cultural e Desportiva Mendes Godinho e à Associação MG – Memorial Mendes Godinho.

***

A concluir esta apresentação, não poderia deixar de aproveitar a oportunidade para expressar o meu agradecimento a todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para que este livro se tornasse uma realidade.

Em primeiro lugar, necessariamente, e desde logo, à Associação MG – Memorial Mendes Godinho, promotora desta iniciativa, pelo amável convite para o elaborar, que muito me honra; e também a Carlos Mendes Godinho e ao Dr. Manuel Maria Azevedo Mendes Mourão, como principais responsáveis pela recolha da vasta documentação consultada, assim como pela aturada revisão do texto; a António Gomes, António Jesus Baptista, António Lourenço, Eng.º João António Sousa Pereira, Dr. José Augusto Oliveira Baptista, Dr. Luís Graça e Eng.º Luís Maria Godinho Gonçalves, pelos testemunhos prestados; e, ainda, ao Dr. Luís Marques, por gentilmente ter acedido ao convite para redigir o Prefácio, que sobremaneira valoriza e prestigia este trabalho.

(Fotos de João Mendes Mourão)

Maio 6, 2018 at 10:15 am 1 comentário

Mendes Godinho (p. 384)

MG - p384
(Clicar na imagem para ampliar)

Maio 5, 2018 at 2:12 pm Deixe um comentário

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