Análise sobre a evolução do Campeonato Distrital – Divisão Principal

Novembro 11, 2012 at 10:00 am Deixe um comentário


(“O Templário”, 08.11.2012 – clicar na imagem para ampliar)

A extrema dificuldade que o 1.º classificado (Mação) teve em levar de vencida o último (Moçarriense – que, na ronda anterior, derrotara o At. Ouriense, outra das equipas do topo da tabela classificativa), vencendo pela renhida margem de 4-3, atesta a competitividade e grande equilíbrio de forças entre praticamente todos os participantes nesta Divisão Principal do Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Santarém, que, curiosamente, o actual desnível pontual entre as várias equipas concorrentes não ilustra.

No que respeita ao União de Tomar, dois triunfos consecutivos, 8 golos marcados em duas partidas, podem traduzir o reencontrar do caminho da serenidade – colocando fim a uma série de cinco resultados desfavoráveis –, dando novo e reforçado ânimo para uma boa continuidade da prova, ainda nesta sua 1ª fase.

Outro desfecho talvez não totalmente esperado foi o do desaire do Amiense – que tinha em curso uma série de três vitórias consecutivas –, em Fazendas de Almeirim (2-1, para a equipa da casa, que vai “fazendo o seu caminho”, recuperando de uma má fase inicial), com a formação de Amiais de Baixo, para já, a atrasar-se ligeiramente em relação ao líder.

Uma boa operação fez o Pontével, que depois do 0-4 em Tomar, obteve, numa única semana, as suas duas primeiras vitórias na prova, primeiro, no feriado de dia 1, recebendo, em jogo em atraso da 1.ª jornada, o Glória do Ribatejo, e, no domingo, vencendo, também em casa, o Coruchense (1-0), equipa que averbou a terceira derrota consecutiva.

Depois de um excelente arranque, em quebra parece estar também a formação da U. Abrantina, sem vencer há quatro partidas, não obstante tivesse defrontado nesta ronda um adversário de respeito, porventura o mais sério candidato ao título, a formação do Riachense, vencedora por clara margem, de 3-0.

Também o Benavente, derrotado por 1-3 em Ourém, ante o At. Ouriense, somou igualmente o quarto jogo consecutivo sem vencer.

Na classificação geral, não obstante o desnível pontual, começa a verificar-se uma aproximação a nível da linha de fronteira entre os seis primeiros e os restantes. O Mação continua isolado no comando, mas sob a cerrada mira do Riachense, logo seguidos por Amiense e At. Ouriense, subsistindo ainda alguma indefinição sobre as reais aspirações destas equipas, e, em particular, sobre quais delas virão efectivamente a disputar até final o título e consequente promoção ao novo Campeonato Nacional da Federação Portuguesa de Futebol, da próxima temporada.

Daí para baixo, ninguém estará ainda seguro de obter o desejado lugar na primeira metade da tabela classificativa. De facto, dada a fórmula de disputa da competição, esta 1.ª fase tem essencialmente dois objectivos paralelos: o de procurar alcançar um lugar nos 6 primeiros – assim garantindo, automaticamente, a manutenção –, ao mesmo tempo que se busca somar o máximo de pontos para a 2.ª fase, sabendo-se que os pontos agora angariados apenas contarão em metade para essa etapa complementar da prova).

Assim sendo, na parte nevrálgica da classificação, na tal zona onde poderá vir a definir-se essa fronteira, a U. Abrantina garantiu já, até ao momento, 8 pontos para a 2.ª fase, face a 7 do Benavente, 6 do Fazendense, e 5 do União de Tomar e do Pontével. Portanto, apesar de nos aproximarmos do final da primeira volta, tudo está ainda por jogar…

Numa comparação face à época anterior, também à nona jornada, o Mação mantém a posição de melhor classificado (embora, na temporada passada, então atrás das equipas que viriam a ser promovidas à III Divisão Nacional, Alcanenense e Torres Novas), somando agora mais dois pontos; o Amiense apresenta melhoria relevante (mais 6 pontos); o At. Ouriense, numa demonstração de regularidade e consistência, tem exactamente o mesmo número de pontos e ocupa igualmente o mesmo lugar na tabela (4.º); o Benavente tem agora mais um ponto, mas recuou uma posição (de 5.º para 6.º); também o Fazendense soma mais um ponto este ano; ao invés, o União de Tomar regista menos um ponto, baixando de 7.º para 8.º lugar; assim como, por fim, o Moçarriense, que caiu de penúltimo para último classificado, somando igualmente menos um ponto que na prova transacta.

Nas próximas jornadas, o União volta a enfrentar um ciclo de grande dificuldade, com uma sucessão de três jogos, precisamente com três das equipas da frente da classificação (recepção ao Riachense, deslocação a Ourém no fecho da primeira volta, e nova saída, até Mação, no início da segunda volta), nos quais – fundamentalmente em termos anímicos – será importante ir pontuando, para, logo de seguida, enfrentar período decisivo, frente a adversários mais do “seu campeonato”. Apesar das dificuldades que espreitam no caminho, a esperança continua bem viva na recuperação, tendo em mira algumas equipas actualmente posicionadas mais acima na tabela classificativa, mas que, possivelmente, por falta de alternativas válidas a nível de plantel, poderão vir a quebrar de rendimento em fase mais adiantada da competição.

Isto num ano em que é antecipável que possam vir a ser cinco as equipas a ser despromovidas à Divisão Secundária, uma vez que, nesta fase – não obstante ainda inicial – do Campeonato Nacional da III Divisão, Torres Novas e Cartaxo não parecem denotar capacidade para evitar o regresso ao Distrital na próxima temporada, e a campanha do Alcanenense (severamente desfeiteado em casa nesta ronda, perdendo 1-4) parece, por agora, longe de deixar antever a possibilidade de confirmação de aspirações a uma eventual promoção ao futuro novo Campeonato Nacional da Federação Portuguesa de Futebol da próxima época, reservada apenas aos 3 primeiros classificados desta época (caso em que apenas seriam despromovidos quatro clubes do Distrital no final do campeonato em curso).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Novembro de 2012, a cujos responsáveis agradeço a oportunidade que me foi possibilitada de ter esta experiência de escrita publicada e impressa num dos jornais de referência da cidade de Tomar)

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