Santarém, Cartaxo e Tomar no pódio dos municípios mais endividados da região

Agosto 26, 2012 at 10:30 am Deixe um comentário

É um pódio onde provavelmente ninguém gosta de figurar por razões óbvias, mas alguém tem que ocupar os lugares cimeiros da lista dos municípios mais endividados da região e essa distinção cabe a Santarém, recordista com uma dívida total de 99,204 milhões de euros, bem mais do dobro que o segundo classificado, o município do Cartaxo (44,606 milhões). Um degrau mais abaixo está Tomar, com uma dívida municipal total de 38,686 milhões de euros.

Estes valores constam da radiografia mais actualizada à situação financeira de todos os municípios do país, sendo que a dívida total das câmaras a 26 de Maio de 2012 engloba os empréstimos bancários exigíveis a curto ou médio e longo prazo e a dívida exigível a curto prazo, estando neste último item englobadas as dívidas a fornecedores, prestadores de serviços, colectividades e associações, por exemplo.

No top 10 da dívida total dos municípios da área de abrangência de O MIRANTE (21 municípios do distrito de Santarém e Vila Franca de Xira e Azambuja, do distrito de Lisboa) estão ainda, por ordem decrescente: Torres Novas (37,320 milhões); Ourém (36,006); Vila Franca de Xira (33,167); Rio Maior (23,043); Abrantes (21,592); Azambuja (18,169); Entroncamento (17,776).

Acima dos 10 milhões estão ainda os municípios de Alcanena (17,540 milhões de euros), Alpiarça (13,588), Vila Nova da Barquinha (12,241), Chamusca (10,972) e Ferreira do Zêzere (10,841).

No naipe das câmaras mais poupadas encontram-se Almeirim (9,610 milhões de euros), Sardoal (7,581), Coruche (6,634), Benavente (5,470), Salvaterra de Magos (5,459), Constância (4,722), Golegã (3,506) e Mação (3,410).

Tamanho não importa

Pelos dados expostos percebe-se que o valor da dívida não tem correspondência directa com a dimensão ou população de cada concelho, já que municípios como os de Benavente ou Coruche, são bem maiores e mais populosos que os de Alpiarça ou Barquinha, por exemplo, e têm dívidas bem menores.

E essa realidade é também válida para as dívidas de curto prazo a fornecedores e prestadores de serviços que muitos municípios demoram tempos infinitos a liquidar. Também aí Santarém, com 38,7 milhões por pagar, e Cartaxo, com 23,7 milhões acumulados, se destacam da concorrência, sendo Torres Novas a terceira câmara do ranking com 17,3 milhões de dívidas.

Curioso também verificar que algumas autarquias com uma elevada dívida total têm uma dívida de curto prazo reduzida, não penalizando desse modo os agentes económicos e outros que com elas se relacionam. São os casos de Vila Franca de Xira (3,3 milhões de euros), Alpiarça (1 milhão) ou Alcanena (1,4), por exemplo.

Ainda segundo os mesmos dados, Constância é o único município que tem uma dívida de curto prazo inferior a um milhão de euros, mais precisamente 624 mil euros. Mas na casa do milhão de euros, para além das autarquias acima citadas estão ainda Golegã (1,6 milhões), Almeirim (1,7), Salvaterra (1,8), Coruche (1,4), Benavente (1,8) e Mação (1,4 milhões de euros).

(O Mirante)

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