60 anos da Barragem de Castelo do Bode (I)

Janeiro 21, 2011 at 7:16 pm Deixe um comentário

Sessenta anos depois da inauguração da barragem de Castelo do Bode, perto de Tomar, ainda é a água da albufeira do primeiro grande empreendimento hidroeléctrico nacional que bebem milhões de pessoas em Lisboa e arredores.

Enquanto os deputados da Assembleia da República rejeitavam uma proposta para consumirem água da torneira em vez de engarrafada, João Fidalgo, presidente da Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL), afiançava a qualidade da água de Lisboa, referindo que só bebe água da torneira «e sem filtro».

Cerca de sessenta por cento da água que a EPAL distribui a cerca de três milhões de habitantes de concelhos desde a zona de Leiria a Lisboa tem origem na barragem de Castelo do Bode, um empreendimento que completa sessenta anos dia 21 de Janeiro próximo, símbolo da industrialização nacional.

«Isto é suficiente para mostrar a importância da barragem na sua componente de abastecimento de água», afirma João Fidalgo, salientando «a inteligência das pessoas que nos anos 40 do século passado a construíram e pensaram imediatamente no valor estratégico que essa barragem teria para o abastecimento de água».

Apesar de só nos anos 80 ter entrado em funcionamento o subsistema de Castelo do Bode que abastece de água a cidade de Lisboa, a captação de água na albufeira já está planeada desde a década de 30 do século passado, com a construção, durante as obras da barragem, em 1949, da base da Torre de Tomada de Água.

«A água de Castelo do Bode sempre foi uma água com excelente qualidade», disse, realçando que «essa qualidade tem vindo a ser acompanhada através de planos de monitorização na própria barragem».

Entre as ameaças à água estão, segundo João Fidalgo, «a ocupação humana do solo em torno da barragem, quer em termos residenciais, quer em termos de práticas agrícolas ou de criação de gado ou até mesmo de algumas actividades industriais».

O responsável realça que a EPAL «tem identificadas essas potenciais origens de poluição» através de «um programa de monitorização constante da barragem» e de um programa de monitorização da biodiversidade, em conjunto com o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade em colaboração com ONG, com os municípios da zona e com proprietários florestais.

Além de Castelo de Bode, a EPAL tem outras origens de água no rio Tejo desde os anos 60 do século passado e num conjunto de poços em zonas ao redor de Lisboa.

«Mas é evidente que Castelo de Bode é de uma importância estratégica e, portanto, a nossa primeira tarefa é defender essa massa de água de todos os riscos que possa ter», considerou, realçando que, por isso mesmo, no ano passado, a EPAL aumentou a capacidade de produção de água na estação de tratamento da Asseiceira, alterando o processo de tratamento «de maneira a criar um processo de tratamento mais robusto, que possa responder a situações de crise na qualidade de água».

Lusa / SOL

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“O Templário” (20.01.11) / “Cidade de Tomar” (21.01.11) 60 anos da Barragem de Castelo do Bode (II)

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