Índice de poder de compra

Novembro 30, 2009 at 11:55 pm Deixe um comentário

No final da semana passada já aqui fizera uma breve referência a estudo do INE – Instituto Nacional de Estatística a propósito do Índice de poder de compra (IpC) per capita.

Ao longo dos próximos dias procurarei apresentar uma análise mais detalhada desse e doutros elementos disponibilizados pelo INE, tendo como enquadramento um âmbito regional e a comparação dos dados relativos ao município de Tomar com outros concelhos de regiões mais próximas.

Começando por retomar o “Índice de poder de compra (IpC) per capita” (dados reportados a 2007), tendo por base o poder de compra médio nacional (índice 100), e introduzindo duas outras variáveis, designadas “Factor de Dinamismo relativo” e “Percentagem do poder de compra” (% Pc), apresentam o seguinte detalhe, por sub-regiões:

                          IpC          FDR         % Pc
Grande Lisboa           147,87       -0,686       28,21
Grande Porto            113,59       -0,434       13,71
Península de Setúbal    108,33       -0,462        7,99
Baixo Mondego           102,28       -0,458        3,20
Alentejo Litoral         90,53       -0,138        0,82
Lezíria do Tejo          90,52       -0,337        2,13
Pinhal Litoral           90,32       -0,385        2,27
Alentejo Central         89,74       -0,384        1,44
Oeste                    88,10       -0,037        3,00
Baixo Vouga              86,81       -0,334        3,27
Beira Interior Sul       85,88       -0,242        0,60
Médio Tejo               83,01       -0,297        1,81
Alto Alentejo            82,73       -0,303        0,92
Cávado                   82,29       -0,399        3,19
Entre Douro e Vouga      79,81       -0,422        2,16
Baixo Alentejo           79,71       -0,405        0,96
Cova da Beira            77,41       -0,181        0,67
Ave                      75,46       -0,332        3,73
Dão-Lafões               71,21       -0,216        1,96
Minho-Lima               71,21       -0,009        1,69
Beira Interior Norte     70,88       -0,220        0,74
Douro                    67,93       -0,194        1,36
Alto Trás-os-Montes      66,33       -0,123        1,35
Pinhal Interior Norte    62,27       -0,112        0,81
Serra da Estrela         61,95       -0,159        0,28
Tâmega                   61,34       -0,148        3,24
Pinhal Interior Sul      59,14       -0,147        0,23

Das 27 sub-regiões indicadas, apenas quatro (Grande Lisboa, Grande Porto, Península de Setúbal e Baixo Mondego) se posicionam acima da média nacional, em termos de índice de poder de compra.

Conforme indicado, a sub-região em que se insere o concelho de Tomar – Médio Tejo – surge na parte final da primeira metade da tabela (12ª posição), com um índice de 83,01, inferior, por exemplo, ao da Lezíria do Tejo (6º lugar, com 90,52), Pinhal Litoral (7º, 90,32), ou Beira Interior Sul (85,88); posicionando-se imediatamente acima da sub-região do Alto Alentejo (82,73).

A título de enquadramento, fazem parte da sub-região da Lezíria do Tejo os seguintes municípios: Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém. A sub-região do Pinhal Litoral integra os concelhos de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós. A sub-região da Beira Interior Sul compreende: Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Penamacor e Vila Velha de Ródão. Por fim, a sub-região do Alto Alentejo abrange os seguintes municípios: Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Mora, Nisa, Ponte de Sôr e Portalegre.

O indicador “FDR” pretende reflectir o poder de compra (de manifestação geralmente sazonal) associado aos fluxos populacionais induzidos pela actividade turística, constituindo a tendência de dinâmica comercial que subsiste na informação de base, para além da reflectida no primeiro factor. De notar que um valor baixo no FDR não significa que a actividade turística seja pouco relevante mas apenas que fica esbatida face ao elevado poder de compra aí manifestado de forma regular. 

O objectivo essencial deste indicador consiste em neutralizar o indicador principal (IpC) do efeito do poder de compra manifestado irregularmente (essencialmente, pelos turistas), pelo que os dois factores devem captar influências distintas entre si. 

O FDR é apresentado como variável cuja média nacional é igual a 0, sendo o desvio-padrão igual a 1, sendo adoptado como unidade de medida para efeitos desta análise o desvio-padrão da respectiva distribuição. As regiões com FDR positivo serão portanto aquelas com maior impacto decorrente do poder de compra de turistas.

A “Percentagem de poder de compra” é um indicador que reflecte o peso do poder de compra de cada município ou região no total do país (a que, naturalmente, corresponde o valor total de 100%).

Este indicador observa a concentração do poder de compra nos diferentes territórios, tendo em consideração que as áreas de maior ou menor poder de compra dependem, não só da distribuição do poder de compra da população residente, mas também da distribuição espacial dessa mesma população.

Permite-nos portanto visualizar a concentração do poder de compra, com um total de cerca de 50 % apenas nas sub-regiões da Grande Lisboa (28,2 %), Grande Porto (13,7 %) e Península de Setúbal (8,0 %).

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