Archive for Junho 29, 2004
FREGUESIA DE PAIALVO (II)
A igreja paroquial de Nossa Senhora da Conceição é um templo já com mais de quatrocentos anos, embora tenha sofrido modificações posteriores.
A frontaria tem empena de bico, ladeada por uma torre sineira, com uma janela de coro e um óculo na parte superior.
Ladeiam a porta dois nichos de pedra lavrada, com ornatos renascentistas de origem. Cada um abriga a sua imagem: de um lado, Nossa Senhora Mãe dos Homens; do outro, a Santíssima Trindade. São ambas de pedra e do mesmo período.
Ainda na fachada, duas pilastras dão a ideia de não terem sido acabadas.
Interiormente, na nave, há dois altares laterais, dois colaterais e o altar-mor. Têm todos retábulos com talha dourada oitocentista e um silhar de azulejos azuis e amarelos do tipo “padrão”, do século XVIII, que revestem também toda a capela-mor. O tecto da igreja ainda é o inicial, de esteira, pintado com motivos ornamentais.
As portas que dão passagem para as sacristias são em madeira, mas as vergas e as ombreiras são de cantaria lavrada. No altar colateral do lado da Epístola, está uma imagem de Santa Marta, do século XVI, escultura de madeira, pintada e estofada.
Junho 29, 2004 at 5:08 pm Leonel Vicente Deixe um comentário
JÁCOME RATTON (II)
Torna-se entretanto, em 1788, deputado do Tribunal Supremo da Real Junta de Comércio, Agricultura, Fábrica e Navegação, cargo que lhe permite incentivar as manufacturas, subsidiadas pela referida Real Junta de Comércio.
Duas fábricas dirigidas por estrangeiros haviam-se estabelecido em Tomar em 1771 (uma de caixas de papelão, outra de meias de estambre); ameaçando falência a fábrica de meias, Jácome Ratton procurou recuperá-la.
Em 1789, associando-se ao francês Timotheo Lecussan Verdier, funda a Fábrica de fiação de algodões de Tomar – a primeira em Portugal a utilizar a “moderna” tecnologia da Revolução Industrial (Ratton foi o primeiro defensor da utilização da máquina a vapor) –, beneficiando das potencialidades da região do Nabão no que respeita a recursos hídricos e proximidade da capital.
“O desenvolvimento da riqueza colonial mais recente – o algodão, provocou, por parte do Estado, um interesse pela indústria que o consumia – a têxtil. A montagem de oficinas e manufacturas de algodão era feita, em cidades ou povoações para onde era fácil transportar a mercadoria importada do Brasil, assim como porque dispunham da fonte de energia principal usada na Indústria: a água. De entre essas povoações, citam-se as principais onde foram instaladas manufacturas e oficinas de fiação e tecelagem de algodão: Lisboa, Oeiras, Sacavém, Tomar…” – in “A situação Económica no tempo de Pombal” de J. Borges de Macedo
Junho 29, 2004 at 8:47 am Leonel Vicente Deixe um comentário





