Archive for Junho 28, 2004
FREGUESIA DE PAIALVO (I)
Localizada no extremo oeste do concelho, delimitada por Madalena e Asseiceira, aproximando-se de cerca de 3 000 habitantes, Paialvo é constituída por treze lugares: Bexiga, Carrascal, Carrazede, Casal Barreleiro, Charneca da Peralva, Curvaceiras, Delongo, Fontainhas, Mouchões, Paialvo, Peralva, Soudos e Vila Nova.
No passado, Nossa Senhora da Conceição de Paialvo foi importante ao ponto de ter sido sede de um concelho de relativa nomeada.
Desse poder municipal que a freguesia teve outrora, resta o pelourinho, imóvel de interesse público.
A existência da cadeia municipal e a câmara concelhia revela-se ainda hoje através de alguns (poucos) vestígios.
A paróquia de Paialvo foi um priorado da apresentação real. Pertenceu ao arciprestado de Torres Novas, tal como a Asseiceira, até à extinção do Isento de Tomar. Foram seus donatários o 1.º e o 2.º Conde de Linhares, de 1789 até 1836, ano da grande reforma administrativa do País iniciada por D. Maria II. Nesse ano, o concelho foi extinto e a freguesia anexada a Tomar.
(via ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias)
Junho 28, 2004 at 6:05 pm Leonel Vicente Deixe um comentário
JÁCOME RATTON (I)

Jácome Ratton nasceu a 7 de Julho de 1736 em França, na cidade de Monestier de Briançon, vindo ainda jovem para Portugal, acompanhando os pais, Jacques Jácome Ratton e Françoise Bellon.
Os progenitores estabelecer-se-iam como comerciantes (importadores – exportadores), inicialmente no Porto (em sociedade com Jácome Bellon, tio de Jácome Ratton, o qual havia já estabelecido uma casa de comércio no Porto).
Pouco depois, viriam a alargar a sua actividade a Lisboa, onde se fixaram em 1747 (operando como agentes marítimos de grande número de casas francesas, inglesas e holandesas), altura em que o filho chegou a Portugal, aqui completando a sua educação, orientada no sentido do comércio.
Casou em 1758 com Ana Isabel Clamouse, filha do cônsul francês no Porto, Bernardo Clamouse.
Optaria pela nacionalidade portuguesa na sequência da participação portuguesa na Guerra dos Sete Anos (1762).
Em 1764, começou por projectar uma fábrica de chitas, logo seguida de uma fábrica de papel e de fábricas de chapéus finos (em Elvas e em Lisboa), diversificando as suas actividades, inclusivamente com a exploração de marinhas de sal na Barroca de Alva (Alcochete) e plantação de árvores exóticas (introduzindo em Portugal o eucalipto), associando-se ao período de fomento industrial pombalino.





