Archive for Junho 9, 2004
FREGUESIA DE CASAIS (III)
Outras ermidas merecem a atenção em Casais; são dedicadas a Santo Antão (possivelmente construída em 1909), Santo Isidoro (no lugar de Assamaça), Nossa Senhora dos Remédios, S. Sebastião e S. Lourenço.
A nível patrimonial, referência ainda aos castros na estrada Casais-Prado, antas no lugar de Calvinos, calçada romana, pontes romanas e quintas da Pesqueira, dos Ganados e do Pintado.
A freguesia viu entretanto, a partir de 1985, parte do seu território passar a pertencer à então criada freguesia de Além da Ribeira.
IGREJA DE OLALHAS
Olalhas é a minha freguesia de nascimento. Mais do que motivo portanto para a divulgação desta mensagem recebida de um visitante deste “blogue” (Fernando António), a quem agradeço a atenção.
“Atentado contra o nosso património artístico
Terão passado poucos meses desde que chamei a atenção dos leitores para o facto da igreja de Olalhas – Tomar estar a ser submetida a um novo restauro.
Assinalei a importância vital, existencial e histórica deste edifício que, obviamente, não pode ser restaurado como qualquer outro. Trata-se de um monumento que necessitava de um cuidado particular pela sua antiguidade e valor artístico. A actual construção será quinhentista mas sabe-se que a igreja original é anterior.
Estão a decorrer obras na igreja que possui uma notável cobertura de azulejos que os construtores têm arrancado e colado com cimento. Já noutros restauros a talha dourada também tem sido sujeita a todas as barbaridades, para não referir outros exemplos de destruição de valores artísticos que, infelizmente, são muitos.
Neste momento, como retiraram o reboco exterior, encontraram-se vários elementos anteriores, como capitéis, que ainda há dias estavam à vista. É verdade! Não me enganei no tempo verbal. Estavam mas já não estão! Agora já só vemos cimento!
A despeito das nossas chamadas de atenção conseguiram transformar a secular igreja de Olalhas num mono emudecido com as impiedosas e ignorantes camadas de argamassa.
Agora as pedras e os capitéis estão finalmente mudos como estarão os olalhenses quando os seu filhos lhes perguntarem o que significa aquele monumento. Saberão que havia alguma coisa, mas que dorme agora sob a argamassa vaidosa que é tudo o que temos para entregar aos vindouros.
Sinto-me particularmente envergonhado por mais esta barbárie cometida, e não posso ficar descansado porque as obras vão continuar, e com elas, a destruição do nosso património.
Ainda é possível fazer alguma coisa? Termino apenas com uma pergunta: daqui a alguns anos, quando alguém das futuras gerações me perguntar de quem foi a responsabilidade desta barbárie, que nome devo indicar? O seu?”





