Archive for Abril, 2004
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXIX)
Ruínas ditas de Nabância
“Na margem esquerda do rio Nabão, a c. de 2km. de Tomar e da antiga Sellium romana.
Cronologia: Séc. 3 / 4.”
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
Abril 30, 2004 at 6:00 pm Leonel Vicente Deixe o seu comentário
ELEIÇÕES NA COMUNIDADE URBANA DO MÉDIO TEJO
As Assembleias Municipais dos 10 concelhos integrantes da Comunidade Urbana do Médio Tejo (Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha) elegem hoje a Assembleia desta Comunidade.
Abril 30, 2004 at 1:37 pm Leonel Vicente Deixe o seu comentário
UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (X)
“A 14 de Setembro de 1307 o rei envia mensagens seladas a todos os bailios e senescais do reino, ordenando a prisão em massa dos Templários e a confiscação dos seus bens.
Entre o envio da ordem e a prisão, que se dá a 13 de Outubro, passa um mês. Os Templários não suspeitam de nada. Na manhã da prisão caem todos na rede e – outro enigma – rendem-se sem a menor resistência.
E note-se que nos dias anteriores os oficiais do rei, para terem a certeza de que nada fosse subtraído à confiscação, tinham feito uma espécie e recenseamento do património templário, em todo o território nacional, com pueris desculpas administrativas.
E os Templários nada, esteja à sua vontade bailio, procure onde quiser, como se estivesse em sua casa.
O papa, quando sabe da prisão, tenta um protesto, mas é já demasiado tarde, Os comissários reais já começaram a trabalhar a ferro e corda, e muitos cavaleiros, sob tortura, começaram a confessar.
Neste ponto não se pode deixar de passá-los aos inquisidores, os quais ainda não usam o fogo, mas não é preciso. Os confessos confirmam.
E é este o terceiro mistério: é verdade que houve tortura, e vigorosa, se trinta e seis cavaleiros morrem nos interrogatórios, mas destes homens de ferro, habituados a fazer frente ao cruel turco, nenhum faz frente aos bailios.
Em Paris, só quatro cavaleiros em cento e trinta e oito se recusam a confessar. Os outros confessam tudo, incluindo Jacques de Molay.”
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXVIII)
Roda Hidráulica do Mouchão
“Roda de madeira de grande diâmetro, com raios dispostos em torno de um eixo central também em madeira, fixos exteriormente numa roda de 3 aros, unidos por pás às quais se fixam pares de alcatruzes em barro, cada alcatruz com uma capacidade de c. de 5 litros. O eixo assenta num suporte ou “burra” de alvenaria, paralela ao curso do rio e rematada por volutas; o canal que conduz a água à roda é vedado, a montante, por grelha de madeira; o remate do suporte à entrada do canal, desse lado, apresenta um talhamar com a parte inferior arredondada.
Cronologia 1906 – a actual roda foi mandada construir pela Câmara Municipal de Tomar, a partir de um modelo anterior.”
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
Abril 29, 2004 at 6:24 pm Leonel Vicente Deixe o seu comentário
DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO NO INTERIOR
O Distrito de Santarém é o que apresenta melhor nível de desenvolvimento económico em termos do interior do País, com um PIB per capita similar à média nacional, de acordo com análise económica e financeira apresentada no “Encontro Millenium BCP – Santarém” (em parceria com a Universidade Católica Portuguesa).
Os concelhos com melhores indicadores de produtividade são os Santarém, Constância, Benavente e Entroncamento, entre 97 % a 118 % do PIB per capita nacional.
Os concelhos com menor grau de desenvolvimento são os de Coruche, Golegã, Chamusca, Ferreira do Zêzere e Sardoal (entre 45 % a 55 % do PIB per capita nacional).
No que respeita à repartição do rendimento, Santarém, Ourém, Torres Novas, Tomar e Abrantes, são os concelhos com maior Índice de Rendimento, sendo também os que concentram o maior número de empresas do Distrito.
Abril 29, 2004 at 1:37 pm Leonel Vicente Deixe o seu comentário
UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (IX)
“Só restava a calúnia, e aqui o rei tinha bom jogo. Boatos sobre os Templários, circulavam já há tempos.
Como seriam vistos estes “coloniais” pelos bons franceses, que só os viam andar à sua volta a cobrar décimas e sem darem nada em troco, nem sequer – agora – o seu próprio sangue de guardiões do Santo Sepulcro?
Franceses também, mas não completamente, quase pieds noirs ou, como se dizia na época, poulains. Se calhar ostentavam costumes exóticos, sabe-se lá se entre si não falariam a língua dos mouros, a que estavam habituados.
Eram, monges, mas davam espectáculo público dos seus costumes truculentos, e já anos antes o papa Inocêncio III tinha sido induzido a escrever uma bula. De insolentia Temploriorum.
Tinham feito voto de pobreza, mas apresentavam-se com o fausto de uma casta aristocrática, com a avidez das novas camadas mercantis, e com o atrevimento de um corpo de mosqueteiros.
É preciso pouco para se passar ao murmúrio alusivo: homossexuais, heréticos, idólatras que adoram uma cabeça barbuda que não se sabe donde virá, mas certamente não do panteão dos bons crentes, talvez partilhem dos segredos dos Ismaelitas, e negociem com os Assassinos do Velho da Montanha.
Filipe e os seus conselheiros de qualquer maneira tiraram partido destes boatos.”
Abril 29, 2004 at 8:00 am Leonel Vicente Deixe o seu comentário
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXVII)
Quinta da Anunciada Velha / Antigo Convento dos Capuchos
“HABITAÇÃO: planta longitudinal composta por vários rectângulos adossados, dispostos em redor de um pátio quadrangular; volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhado de 2 e 3 águas com beiral; os alçados S., E. e O, formados por corpos escalonados, assentam em parte num elevado embasamento, vencendo o desnível aí existente.
A N. do pátio a CAPELA conventual, de planta longitudinal (23×6,5m), orientada, massa simples com cobertura em telhado de 2 águas, empenas angulares a E. e O.; cobertura interna em madeira; nave e capela-mor justapostas, arco triunfal divisório, a meio ponto, assente em pilastras laterais toscanas. “OBELISCO” – volume troncocónico, com c. de 5 m. de altura.
“TORRE” – planta quadrangular (7x5m), volume prismático adaptando-se ao desnível do terreno, coroado por coruchéu piramidal, oitavado; a face virada a nascente, com c. de 6m. de altura, com vestígios de encosto de um muro, é rasgada por vão de verga recta, a face oposta, com c. de 12m., assenta em forte embasamento; no remate dos muros exteriores torsal e motivos florais relevados. Interior coberto por cúpula piramidal, sobre trompas; pequeno nicho rasgado em arco canopial, vestígios de frescos.
Cronologia: 1527 – doação de casas, igreja, pomares e fonte por Isabel Teixeira, viúva de Antão de Figueiredo, guarda-roupa de D. Afonso V, aos frades capuchos, que a adaptam às necessidades da comunidade religiosa; dessas adaptações fazem parte a “torre” e o tanque, o “obelisco” e a capela-mor da capela conventual; séc. 16, finais – acrescentamento da capela (arco triunfal e nave); 1629 – a comunidade franciscana troca a Quinta da Anunciada por terrenos junto ao convento de Cristo, onde a partir de 1645 constroi novo convento, conhecido como Anunciada Nova; 1836 – a Quinta é vendida, após a extinção das ordens religiosas, ao Pe. Manuel Carrão, beneficiado da Sé Patriarcal de Lisboa; 1857 – António Bernardo da Costa Cabral, 1º conde e marquês de Tomar compra a quinta; 1942 – obras de adaptação a residência de veraneio e instalações agrícolas; 1988 / 1995 – 2ª campanha de obras de adaptação a casa de habitação.”
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
Abril 28, 2004 at 5:50 pm Leonel Vicente Deixe o seu comentário
APOIO A ACTIVIDADES CULTURAIS
Para além do orçamento de 127 500 euros para apoio a actividades desportivas, a Câmara Municipal de Tomar afectará também, no exercício de 2003, cerca de 140 000 euros para apoio a diversas associações, no âmbito de actividades de índole cultural, de que se destacam:
- S. F. Gualdim Pais, 25 000 euros
- Canto Firme de Tomar, 19 000 euros
- Fatias de Cá, 16 850 euros
- Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira, 8 600 euros
- Sport Clube Operário de Cem Soldos, 6 550 euros
Abril 28, 2004 at 12:39 pm Leonel Vicente Deixe o seu comentário
UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (VIII)
“Se não podes vencê-los, junta-te a eles.
Filipe pediu para ser nomeado Templário honorário. Resposta negativa. Ofensa que um rei não pode esquecer.
Então sugeriu ao papa que fundisse os Templários e os Hospitalários e pusesse a nova ordem sob o controlo de um dos seus filhos.
O grão-mestre do Templo, Jacques de Molay, veio com grande pompa de Chipre, onde agora residia como um monarca no exílio, e apresentou ao papa um memorial em que fingia analisar as vantagens, mas que na realidade evidenciava as desvantagens da fusão.
Impudicamente, Molay observava entre outras coisas que os Templários eram mais ricos que os Hospitalários, e que a fusão empobreceria uns para enriquecer os outros, o que seria de grave dano para as almas dos seus cavaleiros.
Molay venceu esta primeira partida do jogo que estava a começar, a prática foi arquivada.”
Abril 28, 2004 at 8:14 am Leonel Vicente Deixe o seu comentário
INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO (XXXVI)
Quinta da Anunciada Nova / Antigo Convento de Nossa Senhora da Conceição
“A Quinta da Anunciada Nova consta de uma residência, anteriormente convento, conservando a capela-mor do antigo edifício religioso, com o seu portal e alpendre. No interior existiam diversas pedras tumulares, de personalidades religiosas, que foram desmanteladas. A cerca tinha fontanários do séc. 17 / 18.
Na parede da igreja do convento, do lado da Epístola, estiveram duas placas identificando as sepulturas de 2 dos seus padroeiros, a de João Gonçalves da Câmara e as de Estêvão de Araújo e Freitas e de sua mulher Maria Frois de Azevedo e Andrade e seus descendentes: “Esta capella mor he do mui nobre e illustre João Gonçalves da Câmara, conde que foi de Calheta na Ilha da Madeira e capitão general da mesma ilha e da condessa sua mulher D. Ignez Maria de Noronha, a qual por morte do dito conde capitão entrou religiosa Carmelita Descalça em Santo alberto de Lisboa e se chmãou Ignez de Jesus Maria José: antes de professar tomou o Padroado deste convneto para si e jazigo dos ossos de seu marido e o dotou com 60$000 reis cada anno para ordinaria perpetua para que assim a alma do conde, como a sua gosem das Missas e Suffragios, que em toda a Provincia se applicam pelos Padroeiros dos Conventos della. Jaz o Conde sepultado no meio da capella maior. Falleceu a 27 de abril de 1656. Requiescat in pace” e “Esta capella he de Estêvão de Araújo e freitas, cavalleiro da Ordem de Cristo, para sua sepultura e de sua mulher D. Maria Frois de Azevedo e Andrade e descendentes, correndo a fábrica della por conta dos Religiosos, para a qual dá 4$000 réis cada anno: tem Missa quotidiana, anno de 1696″ (SOUSA, 1903).
Cronologia: 1629, 19 de Março – é lavrada escritura de escambo do Convento da Anunciada Velha, em Cem soldos, pela Horta do Valente, em Tomar, entre o prior do Convento de Cristo em Tomar, Frei Inácio de Novais e o Ministro Provincial da Ordem dos Capuchos, Frei André, de São Pedro do Sul; nesse ano Nuno Pessoa demanda os frades capuchos, alegando que a quinta onde fora construído o convento que agora iam trocar com a Ordem de Cristo, era sua, por herança de sua avó, Maria Teixeira, sobrinha da doadora, Isabel Teixeira, uma vez que a doação fora feita apenas com aquela finalidade; 1633, 6 de Dezembro – os frades Capuchos tomam posse do novo terreno, com a autorização do prior Frei Custódio Falcão, antes mesmo da demanda estar resolvida; 1645 – as obras apenas se iniciam neste ano, em virtude das convulsões políticas associadas à Guerra da Restauração, passando o convento a designar-se da Anunciada Nova; 1653, 21 de Outubro – o padroado do convento é dado aos condes da Calheta, João Gonçalves da Câmara e sua mulher Inês Maria de Noronha; 1688, 22 de Setembro – o padroado passa para os condes de Castelo Melhor, por morte de Inês de Noronha; 1693, 25 de Junho – o padroado passa para o monteiro-mor da vila de Pias, Estêvão de Araújo e Freitas, cavaleiro da Ordem de Cristo e seus descendentes; 1834 – extinção das ordens religiosas; o convento é vendido a Tomás Joaquim de Almeida, que por sua vez o vendeu a José Nunes Longra; 1860, 23 de Março – José Nunes Longra, proprietário da cerca do extinto convento, pede autorização para abrir um portão em frente à Várzea Pequena, tendo o seu pedido sido deferido; 1880, 19 de Abril – em sessão camarária o vereador Joaquim Augusto de Macedo propõe que a Câmara compre a Quinta da Anunciada, para poder utilizar a água da cerca e para nela serem instaladas as cadeias, podendo realizar-se ainda na sua cerca o mercado semanal de madeiras e o mercado dos porcos; a proposta não se chega a efectivar por falta de verba; Séc. 20, inícios – o convento e a quinta são vendidos a Fernando da Costa Cabral, irmão do 2º conde de Tomar; 1930, c. de – a quinta é vendida a João Mendes Godinho.”
(via página da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)
Abril 27, 2004 at 6:07 pm Leonel Vicente Deixe o seu comentário





